Primeira loja física da Google decorada com mobiliário de cortiça

Foto: Divulgação Google


Para Daniel Michalik, o designer responsável pela criação das peças de mobiliário, a “cortiça foi uma escolha natural”.

É na agitada cidade de Nova Iorque que a primeira loja física da Google ganha vida. Abriu portas para os profissionais, em 17 de junho, e é um local de experimentação de produtos e serviços da Google.

Num contraste com o ritmo frenético da cidade e com os tons de betão, a cortiça foi o material eleito para o desenvolvimento de várias peças de mobiliário para a loja, devolvendo calma à “Big Apple” e fomentando uma simbiose perfeita entre a Natureza e a Tecnologia.


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Daniel Michalik, designer responsável pela criação das peças de mobiliário, revelou em entrevista divulgada pela “Amorim Cork Composites”, que a “cortiça foi uma escolha natural”, quer pelas suas credenciais em matéria de sustentabilidade quer pelo seu visual acolhedor.

Daniel Michalik tem como parceira, nos projetos de design de cortiça, a Amorim Cork Composites, que segundo palavras do designer, “trata-se uma empresa comprometida com a inovação e tem uma visão de futuro para o potencial de aplicações da cortiça em design e arquitetura, tendo um profundo respeito pela cultura, história e sabedoria incorporada na agricultura e indústria da cortiça”.


Como surge este projeto e porquê a cortiça na primeira loja da Google?

A primeira loja Google foi projetada por Reddymade, um gabinete de arquitetura de Nova Iorque fundado por Suchi Reddy, e para o qual Daniel Michalik trabalhou no desenvolvimento das peças de mobiliário.

Em relação ao porquê da cortiça, o designer destaca três razões pelas quais a Google teve interesse em escolher esta matéria-prima como elemento central da sua primeira loja física. 

Em primeiro lugar, um dos principais objetivos era que este espaço alcançasse o status LEED Platinum - a certificação mais alta possível dentro do sistema de classificação de edifícios verdes de Liderança em Energia e Design Ambiental. Assim, a cortiça foi uma escolha natural, visto que é uma matéria-prima sustentável por natureza e que permitiu alcançar este objetivo.

Em segundo lugar, a gigante tecnológica estava à procura de um material que tivesse um caráter “amigável” e humanístico, sendo esta uma das características que sempre atraiu o designer para este material. Por fim, mas não menos importante, a cortiça foi utilizada na “zona de contextualização” do espaço, um lugar que tinha como objetivo ser uma “simulação” de um ambiente doméstico real, para que os clientes pudessem imaginar os produtos nas suas próprias casas. A cortiça tem uma qualidade de "folha em branco", na medida em que os visitantes podem projetar as suas próprias ideias ou experiências neste material.


Foto: Divulgação Google


Das peças desenvolvidas, destacam-se móveis para um espaço de estar, incluindo um sofá, poltrona, uma poltrona redonda, mesa de centro, estante e mesinhas de cabeceira. O projeto inclui objetos para um espaço infantil, incluindo cama, tapete, estante, escrivaninha e cadeira. Também foram desenhados elementos para um espaço de "cozinha", incluindo um balcão com pia de cortiça, um bar, bancos de bar, etc. 


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