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35 detidos e dezenas de imigrantes resgatados da escravatura no Alentejo



A Polícia Judiciária (PJ) deteve nesta quarta-feira 35 pessoas suspeitas de pertencerem a uma rede criminosa que contratava trabalhadores estrangeiros para agricultura no Baixo Alentejo, confirmou a PJ em comunicado. Esta alegada rede era formada por estrangeiros e portugueses com idades compreendidas entre os 22 e os 58 anos.


Desmantelada estrutura criminosa organizada


A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional Contraterrorismo, levou a cabo no dia de ontem, 23 de novembro, no âmbito de inquérito titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa, uma vasta operação policial envolvendo cerca de quatrocentos operacionais, em várias cidades e freguesias da região do Baixo Alentejo, tendo procedido ao cumprimento de sessenta e cinco Mandados de Busca domiciliária e não domiciliária, e à detenção fora de flagrante delito de trinta e cinco homens e mulheres.

Nas 65 buscas domiciliárias e não domiciliárias realizadas pela Polícia Judiciária, culminaram na detenção de 35 pessoas, maioritariamente homens. “Os suspeitos, com idades compreendidas entre os 22 e os 58 anos de idade, de nacionalidade estrangeira e portuguesa, encontram-se fortemente indiciados pela prática de crimes de associação criminosa, de tráfico de pessoas, de branqueamento de capitais, de falsificação de documentos, entre outros”, avança o comunicado.

Os suspeitos, integram uma estrutura criminosa dedicada à exploração do trabalho de cidadãos imigrantes, na sua maioria, aliciados nos seus países de origem, tais como, Roménia, Moldávia, Índia, Senegal, Paquistão, Marrocos, Argélia, entre outros, para virem trabalhar em explorações agrícolas naquela região do nosso país.

Na sequência desta ação policial, resultou a apreensão de vários elementos probatórios, bem como a identificação de dezenas de vítimas.

Esta operação contou com a colaboração de várias entidades estatais e não estatais, quer em apoio logístico, quer no encaminhamento das vítimas.


A investigação da PJ iniciou-se há cerca de um ano e teve como foco a angariação por esta rede criminosa de trabalhadores estrangeiros com a promessa de emprego e habitação.

Em causa estão situações de semiescravidão e escravidão de trabalhadores agrícolas imigrantes no Alentejo.



Fonte: Polícia Judiciária

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